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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Jelly Shot

Ó, vou nem falar nada, tá? Ta.

Não sei porque nunca, nunquinha, passou pela minha cabeça fazer gelatina +18. Pelo menos até o bazar da Ladies of Helltown (liga de roller derby da qual eu faço parte/amo/sou) quando fui apresentada ao Jelly Shot, que nada mais é que gelatina com menos água e mais vodka.
Aí que resolvi tentar retomar as atividades deste blog com esse drink/sobremesa que nossos друзья russos nos permitiram conceber.
Receita afanada do Meu Drink.




*Ingredientes
2 pacotes de gelatina (deixo você escolher o sabor)
500ml de água fervente
200ml de água gelada
300ml de vodka

*Modo de preparo
Se eu respeitasse a inteligência das pessoas nem teria um modo de preparo, mas eu não respeito e desconfio, então vamos lá.
Resolvi usar a leiteira em vez de uma panela pra facilitar na hora de colocar a gelatina nos copinhos de plástico.
Medi os 500ml de água e deixei começar a ferver pra colocar os pacotes de gelatina, que eu decidi que seriam de morango. Processo normal, mexer a água fervendo até todo o pózinho dissolver, aí colocar a água gelada, que no meu caso tava só fria mesmo, e a vodka. Dá mais uma mexidinha pra misturar o goró com a água e coloca nos copinhos que eu e as pessoas que fizeram a receita original aconselhamos que seja de plástico pra não precisar de colherzinha mimimi pra comer, só esmagar o copinho embaixo que o shot pula pra cima!!
Ficou leve, ficou suave, mas ficou beldo também. Bora fazer <3



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Brigadeiro de Caipirinha

E hoje já é meu aniversário de novooooooooooooooo! E olha só, estou fazendo as MESMÍSSIMAS coisas que eu fiz ano passado, estou em casa, estou cozinhando e vou usar minha máquina de costura, que já não é tão nova assim, pra fazer as lições de casa do curso de costura.
Quanta previsibilidade. Principalmente pra alguém que está completando 1/4 de séculooooOOo!
Mas não importa, aniversário, assim como todas essas datas em que se presenteia alguém, também deve ser uma jogada de marketing.

Ano passado tive uma sacada que rendeu muito mais visualizações que esse humilde blog já sonhou em ter, fiz o famoso e prestigiado Pavê de Copo, para homenagear não só a mim, mas Azaghal, rei da Oceania, com quem divido este dia, com alguns aninhos de atraso.
Não ia rolar essa sacada de novo.
Então, depois de MUITA reflexão, escolhi fazer o brigadeiro de caipirinha do ICKFD! Porque brigadeiro é doce de aniversário e de caipirinha pra mostrar que aqui não tem mais criança.



*Ingredientes
1 lata de leite condensado
50 gramas de chocolate branco picado
1 colher (sopa) de manteiga
Raspas de limão siciliano ou taiti
4 colheres (sopa) de pinga ou vodca
1 colher (chá) de essência de limão (opcional)
Açúcar granulado e raspas de limão para passar os docinhos

*Modo de preparo
Mesmo sendo um brigadeiro de ~caipirinha~ ainda é um brigadeiro então, passos básicos, leite condensado, manteiga, chocolate branco na panela, raspas de limão e, não sei se podia, mas além desses ingredientes, coloquei um pouquinho de sumo de limão, bem pouco, umas 6 ou 7 gotas. Aí mexi até chegar em ponto de brigadeiro, ou seja, até ver o fundo da panela. Se você estiver em dúvida se já ta bom ou não, deixa mais um pouquinho só pra garantir, melhor ele ficar mais durinho do que molenga como o meu acabou ficando.
Tirei do fogo, coloquei a ~bibida~, misturei bem e voltei pro fogo pra ferver e cozinhar mais um pouquinho.
Tenho uma teimosia incontrolável que me impede de seguir alguns passos simples das receitas, passos que a minha ~vasta experiência~ considera desnecessária, tipo peneirar a farinha antes de incorporá-la na massa. Essa receita dizia pra eu colocar o brigadeiro pra gelar num recipiente untado com manteiga. A V.E. (vasta experiência) apitou, mas tava tão facinho de passar manteiga no prato que eu cedi.
Depois de já ter esfriado bastante, levei o brigadeiro pra geladeira e deixei gelar por umas 3 horas. Não enrolava brigadeiro desde os meus 13 ou 14 anos, quando fizemos as últimas festas de aniversário minha e da minha irmã aqui em casa, mas lembro das técnicas, untar a mão com margarina, usar uma colher pra pegar o brigadeiro e fazer uma bolinha, jogar no granulado, que nesse caso era açúcar cristal (que eu supus ser a mesma coisa que açúcar granulado) com raspas de limão, e colocar na forminha de brigadeiro. Consegui realizar esse processo todo quase impecavelmente, eu não tinha forminha, então coloquei num prato e eu errei o ponto do brigadeiro e ele ficou mole, deu pra fazer as bolinhas, mas elas ficaram meio sensíveis ao toque.

Tirando a consistência de brigadeiro de colher, ficou ótimo! Da pra sentir bem a cachaça e o limão. Esperando o resto da família chegar pra ver se aprovam também. :)




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Cerveja Amanteigada do Harry Potter

Malões arrumados? Caldeirão em ordem? Livros comprados? Vestes limpas? Coruja na gaiola?
Espero que sim, porque hoje é dia de ♫ GET BACK TO HOGWARTS ♫
Hoje, 01 de setembro, é dia de pegarmos nossos carros mágicos com o maior espaço interno da categoria, irmos atravessar paredes, encontrar os amigos pra comentar pessoalmente as aventuras de verão sobre as quais já falamos por cartas, enviadas por nossas corujas-correio, dia de pegar o Expresso de Hogwarts, comer sapos de chocolate e falar mal do Malfoy na viagem.
Todo mundo que importa sabe disso. Pra comemorar esse dia tão belo, que eu peço a DELS para viver desde os meus 12 anos de idade: receita de cerveja amanteigada!!!!!!111!!1!11

Mas, se tem uma receitinha incerta e que cada-um-faz-como-acha-que-é, é a receita da cerveja amanteigada. Encontrei MILHARES de receitas, considerei 4 delas e resolvi fazer a do Capitu vem para o jantar por motivos de a Denise parece pesquisar sobre as receitas antes de fazê-las, então eu meio que confio mais nela. E também porque refrigerante de limão é mais barato que espumante.

Pra não dizer que eu não falei das outras receitas, aqui:
ICKFD
Rolê Gourmet
Garotas Geeks

Wingardium Leviôsa *sacode a varinha*


*Ingredientes
400 ml de sorvete de creme
4 colheres de manteiga
200 gramas de açúcar mascavo
Canela a gosto
500 ml de refrigerante de limão

*Modo de preparo
Começou que eu não tinha toda a quantidade de manteiga necessária, tive que completar com margarina mesmo, mas acho que não afetou o desenrolar da coisa. A receita é simples e eu fui seguindo os paços, coloquei a manteiga/margarina numa panela, juntei o açúcar mascavo e um pouquinho de canela, porque eu não gosto de canela. Descolei uma balancinha super ótima pra medir a quantidade de sorvete (pai, se cuida com essa balança aí), medi e acrescentei ele na panela também. Mexi até tudo misturar BEM. Peguei o pote do próprio sorvete (não, não vai todo o sorvete, mas tinha um tiquinho num pote em casa há semanas, então resolvi utilizá-lo), e coloquei a mistura no congelador. O negócio ficou lá congelando até o dia seguinte e mesmo assim a ~base~ da cerveja não ficou totalmente congelada, não.
Continuei seguindo a receita, esquentei o refrigerante, acho que uns 300ml dele. Desenterrei a minha caneca do RLab (encontro regional de designers que aconteceu em São Paulo em 2012) e coloquei aproximadamente 1 colher de sopa cheia da mistura de manteiga/açúcar/sorvete/canela na caneca e joguei o refrigerante, mais morno do que quente, por cima.
O resultado é o das fotos aqui embaixo.

No primeiro gole você pensa "aaaaarrgghhh que coisaaarrgghhh", mas aí alguma coisa acontece e o gosto fica bom! Aí você continua tomando porque quer sentir essa sensação de "aaarrrrrgghhhhuuuunnmmmm-nhunnn-nhunnn" de novo. Muito louco. Só fazendo pra compreender, mas na próxima vou me certificar de deixar o refrigerante bem quente, pra eu ficar quentinha por dentro que nem o Harry ficou.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Geleia de Amora

Há uns dois anos, eu acho, compramos uma muda de amoreira. Um bebê, com meia dúzia de galhinhos frágeis e mirrados que foram plantados no nosso quintal. Há um ano ela deu suas primeiras amorinhas, ficamos animados, tiramos fotos, e malemá comemos uma frutinha cada um. Mas esse ano, aaah esse ano, a bichinha ta cuspindo amora! Poderíamos estar exportando amoras neste momento se quiséssemos, mas não queremos, preferimos fazer geleia, e quem sabe um cheese cake com cobertura de amoras?

Sem receita original porque quem já fez geleia de uma fruta, já fez de todas.


*Ingredientes
Acredito que umas 3 xícaras de amoras
1 1/2 xícara de açúcar
1/2 limão


*Modo de preparo
Como eu disse, geleia é sempre geleia, que é sempre fruta com açúcar e um tiquinho de limão. Com essa geleia não seria diferente.
Minha mãe passou a semana colhendo amoras e congelando com o único objetivo de que eu as transformasse em geleia. Lavei as frutinhas coloquei numa panelinha com o açúcar, mexi pra misturar e deixei alí, cozinhando em fogo baixo até a amora cumprir seu papel de fruta e começar a soltar água, quando tudo já tava meio líquido, espremi meio limão e deixei cozinhar e cozinhar e cozinhar pra sempre.
A única dificuldade da geleia é saber quando tirá-la do fogo. Como tudo que está quente fica mais mole e líquido quase não da pra saber quando o "pra sempre" do cozimento da geleia termina e, dessa vez, eu errei. Fui no embalo da minha mãe que achou que estava fazendo brigadeiro e soltou "acho que tem que deixar até ver o fundo da panela" com tanta segurança que eu obedeci. Acabei com um doce de amora que dava quase pra cortar com faca e que voltou pro fogo com 1/2 copo de água. Deixei ferver mais um pouco pra, finalmente, chegar na consistência de geleia. O ruim é que não tenho um método mais adequado ou preciso de descobrir esse ponto o bom, é que da pra arrumar caso você tire do fogo na hora errada, seja pra mais ou pra menos, yay!

No fim geleia ficou ótima, azedinha e fica um fenômeno com creme de queijo.



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Inspiração - Capitu vem para o jantar

"Não estou reclamando de ter que fazê-las, só de não saber como.
Até agora o máximo que eu fazia em casa era faxina, tirar pó, varrer chão, lavar louça e essas banalidades e, de uma hora pra outra, me vejo em frente a um fogão sem auxilio realmente prestativo e pessoas esperando pra comer!
É assustador! Juro! Principalmente porque a falta de pratica me leva diretamente à falta de manhas, que automaticamente resulta em desastre e gororoba alimentícia!
Mas... vou me esforçar, pegar um livro de receitas, baixar uns tutoriais na internet e colocar a mão na massa. Se em um mês minha comida não melhorar, me aposento do cargo de cheff e meu namorado que cozinhe!"

SCHALL, Nayra. 2009

Achei esse desabafo em um blog antigo cujo acesso nunca foi liberado, usava-o como uma espécie de diário digital. Pouco mais de 5 anos depois, aqui estou eu (e o Berinjela, que não parece, mas já tem 4 aninhos), morando sozinha e provendo, não só a minha alimentação, mas a da Priscila, que num momento de desespero me chamou de "A Maga das Jantas Improvisadas e Gostosas", ou qualquer coisa parecida. 
O Berinjela começou desses desastres, de improvisar coisas usando apenas a parca memória da minha mãe cozinhando, de tentar receitas e vê-las dando errado, vezes por descuido meu, vezes pelo passo-a-passo mal explicado e de perceber que, com paciência, calma e bom-humor, eu poderia tirar algum aprendizado dos bolos solados, risotos empapados e tortas sem sal.
Cozinhar para mim, tirando raras exceções, deixou de ser uma obrigação. Seria mais gostoso se eu tivesse uma cozinha decorada do meu jeito ou mais tempo para ocupá-la? Seria, mas ainda assim, me sinto bem fazendo janta.

Digo tudo isso pra esclarecer porque gostei tanto do blog "Capitu vem para o jantar" quando o encontrei. Em um post recente a autora, Denise, escreveu assim:

"Depois de um dia corrido, não tem coisa melhor do que me trancar na cozinha e deixar a imaginação correr solta enquanto salgo isto, tempero aquilo e, ocasionalmente, carbonizo aquele outro. Está sendo uma baita de uma terapia pelo preço ótimo de pagar apenas os ingredientes do prato e ainda ter a oportunidade de comer tudo em seguida."


Além da clara identificação de sentimentos em relação a culinária moleque - alô Saulo Mileti - o blog me conquistou pela temática, pela ideia que eu gostaria de ter tido de unir livros e comidas. A Denise não faz só receitas, ela faz receitas presentes nas histórias dos livros que eu tanto amo!
Deixo nas fotos, tiradas do blog dela, links para as receitas de alguns livros que li, gosto muito e quero tentar fazer pra colocar aqui.

Cerveja Amanteigada do Harry Potter

Receitas do restaurante mexicano em que a Emma trabalhou em "Um dia"
 obs.: ainda não li o livro, mas assisti ao filme.

Sopa azul de "O diário de Bridget Jones"
Pra engrandecer esse post, deixo o link pra uma entrevista da Denise na Rádio Estadão que saiu semana passada, onde ela fala sobre o blog.
xx

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Bombom de manteiga de amendoim

Tudo começou por causa de uma foto que eu hearteei há algumas semanas. Olhei pro sanduichinho chocolate + manteiga de amendoim + chocolate e pensei 'why not?'.
Estou até agora dando tapinhas nas minhas próprias costas por ter tentado - e conseguido - fazer o que eu, humildemente, passei a chamar de O MELHOR DOCE DE TODOS OS TEMPO, o bombom de manteiga de amendoim.

Não tem uma receita original, tudo se resume àquela foto.

*Ingredientes
Manteiga de amendoim  - que eu mostrei que é muito fácil de fazer em outro post
Chocolate para derreter - ao leite, meio amargo, super amargo, vai do gosto do freguês

*Utensílios
Forminhas de bombom/gelo - ou no meu caso, de ovo de páscoa

*Modo de preparo
Queria ter comprado um chocolate 70% cacau  ou qualquer coisa parecida, mas meu pai não gosta muito de chocolate meio amargo e quando o assunto é barra de chocolate é 8 ou 80, ou você compra a barra normal do mercado de, sei lá, 200gr, ou a barra específica pra derreter e fazer bombons e trufas, que tem 1kg. Como esse bombom era um teste, não ia comprar 1kg de cada tipo de chocolate, então foi com o ao leite mesmo.
Os passos são basicamente os que toda prima/tia/colega/amiga da madrinha da sobrinha que faz ovos caseiros na páscoa, executa de olhos fechados, mas que eu, que não sou dada a culinárias sazonais, não fazia a menor ideia e só fui capaz de improvisar, pular vários deles e torcer pra dar certo.

Com uma faca, que nem tava tão afiada assim, cortei 1/3 da big barra de chocolate em pedacinhos menores e coloquei em banho maria pra derreter. Eu lembrava vagamente alguma coisa sobre temperar o chocolate quando o intuito fosse derretê-lo pra fazer bombons e tal, que é, simplificadamente, deixar uma parte do chocolate separada, colocar o resto pra derreter em banho maria e só depois que a maior parte do chocolate já estivesse derretida, colocar esse chocolate não derretido junto, porque aí ele derreteria só pela transferência de calor do chocolate que já estava derretido. - derretido derretido derretido. Juro que eu considerei fazer essa parada de temperar aí, mas a parte 1 do meu chocolate (pra usar menos a palavra derretido) mal derreteu direito, não podia dar a ele a responsabilidade de liquefazer (ahem) a parte 2 do meu chocolate.
Montar os bombons não tem muito segredo. Peguei as forminhas de ovinhos de páscoa e, com a ajuda de uma colher de chá, forrei os, as... depressões (?) das forminhas com chocolate, mas sem preenchê-las, só empurrei o chocolate pra que ele ocupasse toda a superfície da forma, ficando uma casquinha, como um ovo de páscoa sem recheio. Depois de fazer isso com todos os... buraquinhos (?), levei a forminha pra geladeira, assim um chocolate ia endurecer um pouco pra eu colocar o recheio, a manteiga de amendoim.
Cada forminha ficou na geladeira por uns 15 minutos, mas o chocolate, quando já está frio e seco fica mais clarinho, então vai dar pra perceber quando ele estiver no ponto de rechear.
Rechear é fácil. Também com a ajuda da colher de chá, peguei um punhadinho de manteiga de amendoim e coloquei nos ovinhos de chocolate, só tomei cuidado pra manteiga ficar abaixo do nível do bombom. Aí, com outra colher de chá, peguei mais um punhadinho de chocolate, pra fechar o bombom.
Aqui esqueci os rituais de esfriar bombom/ovo de páscoa também. Sei que tem umas paradas de deixa um pouco na geladeira, aí vira de cabeça pra baixo, aí tira da geladeira e deixa de um dia pro outro, sei la. Eu deixei umas duas horas na geladeira, até conseguir desenformar, e comi.

FAÇAM, PELO AMOR DE DEUS! <3


xx

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Inspiração - I could kill for dessert

Não foi na primeira, nem na segunda, talvez na terceira vez que eu vi o anúncio do canal Cozinha Bossa & Malagueta no youtube, resolvi clicar pra ver qual era. Cai numa receita de cookies.
Não sei se eu comentei sobre meu recente ~problema~ com cookies. Desde que me mudei pro apartamento tentei fazer cookies umas 3 vezes e TODAS deram errado. Aquela mesma receita que eu postei aqui há eras e que sempre deu super certo, mesmo com ingredientes vencidos, ehen antigos se virou contra mim e transformou meus cookies em bolachas. Uma amiga minha disse que pode ser o forno. Provavelmente é o forno, mas o que importa é que eu não podia deixar uma nova receita de cookies passar incólume por mim, uma que eu poderia testar e que talvez desse certo no forno do apartamento.
Receitas de cookies que dão certou ou errado a parte, o tal vídeo me levou pro I could kill for dessert e, devagarinho, explorando os posts sugeridos e os menus laterais, percebi que se tratava muito mais de um site super completo sobre culinária do que de um blog com receitas.
Ainda estou explorando mas, além das receitas, o ICKFD trata de milhares de assuntos relacionados a culinária, segredos pra cada tipo de comida, literatura culinária, utensílios de cozinha, roteiros gastronômicos em mais de 10 cidades do mundo!
Em fim,  lindo, to apaixonada, quero mergulhar numa piscina de I could kill for dessert.
























quinta-feira, 10 de julho de 2014

Manteiga de Amendoim

Eu sou a única que tenho dificuldades pra encontrar manteiga de amendoim pra comprar? Sou a única que, quando encontra, acha um disparate pagar R$18,00 por um potinho com amendoim moído? Espero que não, porque se eu for, esse post perde 78% de sentido.
Mas tenho fé que não estou sozinha na busca pela peanutt butter barata, para incorporá-la às nossas dietas com banana, maçã, torradinha ou pura, na colherada mesmo. Este post, minhas amigas e amigos, nos libertará do monopólio da manteiga de amendoim industrializada, que vem com uma faquinha de brinde, não para nos auxiliar no processo de depositá-la sobre o pãozinho, mas para perfurar nossos bolsos já tão esfarrapados.
Manteiga de amendoim caseira... é possível!

Receita original: OuiOui Saudável

*Ingredientes
Amendoim torrado sem casca e sem sal
Açúcar/adoçante (se você quiser, e eu acho que você vai querer)

*Modo de preparo
Coloque o amendoim no liquidificador, ligue o liquidificador e só desligue quando o amendoim virar manteiga!
Não, mentira.
Não é de todo mentira, macroscopicamente falando, é isso, mas vamos aos detalhes.
Fiz manteiga de amendoim duas vezes até agora, uma no apartamento e outra na casa da minha mãe e decidi que a casa da minha mãe virou o lugar oficial de fazer manteiga de amendoim, pelo menos por enquanto, porque o liquidificador dela é significativamente mais potente que o meu, o que descarta a necessidade de meditar antes de ir pra cozinha.
Meditar? É.
Assim, além de um liquidificador e amendoim, você vai precisar de paciência. Não colocar todo o pacote de amendoim de uma vez no liquidificador é a primeira dica, nem no liquidificador da minha mãe isso foi possível, então dividi os grãozinhos em três porções, batidas separadamente. Agora o processo se resume a: liga o liquidificador, deixa bater um pouco, desliga, empurra os amendoins que tentaram fugir paras colinas (laterais do copo do liquidificador) pro meio do vuco-vuco de volta e liga de novo. Repita esse processo até que você achar que o amendoim virou uma pasta, aí faz tudo de novo mais umas três vezes, pra garantir. Confia em mim, você não vai querer sua manteiga de amendoim no ponto errado.
Eu coloquei umas quinze gotas de adoçante depois de já ter colocado a manteiga no pote em que ela ia ficar, porque achei que não ia misturar direito no liquidificador. Se você for colocar açúcar, suponho que seja melhor fazê-lo no início do processo, pra ela bater junto com o amendoim.
E pronto! Uma mar de possibilidades ~receitísticas~ acabou de se abrir a sua frente pelo preço de um pacote de amendoim torrado sem sal. :)

Se dá pra fazer com processador? Não tenho processador pra testar, mas talvez seja até mais fácil. Se alguém fizer e der certo, me avisa.



xx

domingo, 15 de junho de 2014

Chocolate Quente

Tá frio. Não tão frio quanto minha alma russa gostaria, mas cobertores já estão sendo necessários, então chocolates quentes também são.
Receita original no She and Sally.

*Ingredientes
1 caneca de Leite
1 colher de chá de Leite em pó
1 colher de chá de Chocolate em pó (ou achocolatado)
1 colher de chá de Café solúvel
Essência de baunilha
Cobertura de chocolate para sorvete
1/4 da caneca de Creme de leite
1 colher de sopa de açúcar

*Modo de preparo
Antes de tudo queria dizer que obriguei minha irmã a comer comigo todo o creme de avelã que tinha nessa caneca de vidro apena porque eu a queria para essa receita e para a minha mini-micro coleção. Foi dureza.

Chocolate quente facérrimo e prático. Mais fácil do que prático porque usa liquidificador, mas o esforço de lavar a tralha toda compensa no final.
Coloquei o leite e o creme de leite no liquidificador e bati pra eles misturarem bem. Depois coloquei o resto dos ingredientes, menos a essência de baunilha, porque não tinha, porque eu acho que não faz a menor diferença e porque eu não gosto de baunilha.
A receita original foi feita gelada, então ela tem duas diferenças da que eu fiz:
1. depois de bater todos os ingredientes, despejei tudo numa leiteira e coloquei no fogo pra esquentar. Aqui eu deveria ter mexido o chocolate em vez de ir fazer qualquer outra coisa enquanto ele esquentava, quando fui lavar a leiteira tinha meio que uma camada de creme de leite no fundo.
2. a calda de chocolate fica imprestável porque derrete com o calor do leite, como você pode observar na foto lá embaixo, então, a não ser que você seja como meu namorado, cujo achocolatado consegue fazer uma formiga ter uma crise hiperglicêmica, dispense a cobertura. A não ser que você vá tentar a receita gelada, aí continua com ela.
Pra fazer essa ~decoração~ em cima, usei um pouquinho de achocolatado e de café solúvel.

Esquentou nossas barriguinhas no feriado.


xx

domingo, 1 de junho de 2014

Panqueca da Maira ♥

Um dia, não me lembro porque, a Andressa e a Maira, amigas de roxos sem explicação (vulgo, Roller Derby), vieram dormir aqui no apartamento e a Maira, essa pessoa linda e dedicada, acordou cedo, não tinha mais o que fazer, foi até o mercado, comprou os ingredientes e fez panquecas para comermos no café da manhã! Além de encher nossas barriguinhas de amor e nos deixar felizes por muitos e muitos dias, aquelas panquecas renderam muitas outras panquecas. Desde que a Maira me mandou a receita, já fiz panquecas pra todo mundo! Aí, essa semana, eu pensei: por que não postar a receita da panqueca no Berinjela?
Que ideia brilhante a minha! Além de espalhar pelo mundo essa receita de alegria, tenho uma boa desculpa pra fazer panquecas outra vez.

*Ingredientes - Massa
2 xic farinha
2 col sopa açúcar
3/4 col chá sal
3 col chá  fermento
2 ovos
1 e 1/4 xic de leite (ela costuma por um dedo a mais de leite)
1/4 xic de óleo

*Ingredientes - Acompanhamento
Aqui vale meio que tudo que você tiver ou achar que vai combinar com panqueca doce.
Mel
Nutella
Banana
Morango
Kiui
Iogurte
Leite Condensado
Granulado
Manteiga à temperatura ambiente
Etc, etc...

*Modo de preparo
Como essa não é uma receita que eu fiz especificamente pro blog, não tenho uma experiência única pra contar, como eu disse, já fiz panqueca pra todo mundo, então vou tentar te ajudar com algumas dicas, beleza?
Bom.... é basicamente derreter a margarina e aí misturar todos os ingredientes. Mas, pra farinha não empelotar e você, sem querer, comer uma pelota de farinha com banana e mel, misture todos os outros ingredientes primeiro e vá colocando a farinha aos poucos. Costuma funcionar comigo, mas mesmo assim tem que misturar bastante.
Aí o procedimento é o mesmo de panquecas normais, mas tem dicas pras suas panquecas ficarem LIN-DAS e dignas de muitos coraçõezinhos dos seus seguidores no Instagram:
- Eu costumo fazê-las pequenininhas, com mais ou menos 10cm de diâmetro.
- Pras panquequinhas não ficarem encharcadas de óleo eu 1. uso a frigideira incrível, maravilhosa e antiaderente da Thay, ou 2. espalho um POUQUINHO de óleo na frigideira com um papel toalha, pra não ficar aquelas poças de óleo e sua panqueca achar que vale a pena um mergulho. Vai por mim, é melhor colocar gotas de óleo na frigideira a cada duas panquecas do que encher a parada de óleo e deixar as panquecas boiarem.
- Pra virar as panquecas sem que elas deixem de ser panquecas e virem ovos mexidos, coloque a quantidade de massa na frigideira e espere até que comece a aparecer pequenas bolhinhas na parte de cima, como na foto ali embaixo. Só vire quando você perceber que a parte de cima já está cozida. Ansiedade não vai te levar a lugar nenhum.
- Fogo baixíssimo!!! Não ouse, nem pense em aumentar esse fogo!!!
- Não se desespere se a massa meio que começar a crescer enquanto você frita as panquecas, está tudo bem.

Espero ter ajudado e que você faça panquecas pra todo mundo também! Se você fizer, posta no instagram e me manda pra eu poder te dar meu coraçãozinho.


xx

domingo, 19 de janeiro de 2014

Nhoque de Espinafre e Ricota

Já comentei que me mudei pra São Paulo? Não? Bom, me mudei pra São Paulo. Priscila e eu estamos dividindo um apartamento com mais algumas meninas na Vila Mariana, o que em suma significa que o tempo que costumávamos passar nos deslocando de casa para o trabalho, esmagadas em trens lotados e metrôs abafados, agora passamos na cozinha, fazendo nossa própria janta e almoço do dia seguinte.
Nos mudamos lá pela segunda semana de dezembro, ficamos em terras paulistanas por no máximo duas semanas, e ainda assim, meio lá, meio cá, meio dormindo no apartamento, meio esquecendo coisas e tendo que ir buscar em Caieiras. 
Então veio o "recesso", em que trabalhei, mas pude fazê-lo remotamente, ou seja, nos pirulitamos pra casa de mamãe e lá ficamos durante as festas, até o dever nos chamar. 

Dessa vez trouxemos na mala, junto com as roupas e alguns utensílios de cozinha, a determinação de recomeçar a reeducação alimentar e de planejar nossos jantares - e consequentes almoços - no começo da semana, não só pra nos alimentarmos de fato de maneira saudável, mas pra não termos que ir todo santo dia no supermercado e chegar no apartamento no mesmo horário que chegaríamos em Caieiras.
Estou muito feliz em dizer que: estamos ownando essa parada de planejar jantares saudáveis. 
Nessas quase duas semanas, sem essa de modéstia, fizemos receitas MUITO gostosas, daquelas de colocar com gosto na marmita pra comer de novo no dia seguinte. 
Por isso estou sentindo tanto em ter deixado a Brigitte - minha máquina fotográfica bonitona que eu mal sei usar direito, mas que faz milagres - em Caieiras. De todas essas receitas só fotografei a deste post e com a câmera vagabinha do meu celular, mas ficou tão, tão, tão gostoso que eu vou pedir a você, leitor, leitora, compreensão. Não julgue a qualidade das fotos, faça a receita e entenda porque estou postando mesmo com essas fotos porcaria.

Receita oriunda do livro Receitas Dukan.

*Ingredientes
300g de ricota fresca light
1 maço de espinafre
2 colheres (sopa) de farelo de aveia
1 colher (sopa) bem cheia de requeijão light 0% de gordura
Molho de tomate fresco
Sal e tempero a gosto

*Modo de preparo
Você já cozinhou espinafre? Um maço inteiro, cheio de folha, vira uma pelotinha verde mirrada depois de cozido. Então usei dois maços de espinafre em vez de um e não fez mal nenhum. Comecei do comecinho, sem mãe pra lavar o espinafre tive que fazê-lo eu mesma, lavei, separei folhas ruisinhas e coloquei pra cozinhar. Virou uma pelotinha verde mirrada, mas uma pelotinha de respeito.
Enquanto o espinafre cozinhava a Priscila chegou e tomou a tarefa de amassar a ricota com o garfo para si. A pelotinha verde mirrada foi cortada e misturada à ricota. Como eu, obviamente, esqueci de colocar um pouquinho de sal na água que cozinharia o espinafre, salgamos aqui, só um pouquinho, a mistura de ricota e espinafre.Chegou a vez de misturar o farelo de aveia e o requeijão. Pra temperar usamos sal e azeite, nem nosso adorado orégano entrou na dança dessa vez.
Agora é a parte chata - e completamente desprezível, vejam bem - de fazer bolinhas com a ricota temperada e colocá-las em uma forma, jogar um pouco de molho de tomate - que eu não sei dizer se era fresco ou não e se tivesse que apostar, apostaria no não - por cima e levar pro forno por uns 10 minutos pras bolinhas esquentarem e encorparem um pouco.
Aproveitei pra tomar um banho rápido.
Quando olhamos a quantidade de "nhoque" que deu, desanimamos. Não ia sobrar pro almoço. Mas a sista econômica falou "enche a cumbuquinha, se a gente quiser mais, a gente pega" e nessa sobrou uma quantidade razoável na forma, quantidade essa que foi parar nos nossos potinhos de marmita! Isso porque, diferente do nhoque tradicional, de batata, a ricota preencheu nossos estomaguinhos rapidinho e nos deixou satisfeitas, mesmo comendo pouquinho.
Por isso, meus amigos, façam essa belezinha, esse presente da natureza. Mesmo se você não estiver a bordo do barco da reeducação alimentar, se você for uma pessoa de bem, vai gostar deste "nhoque".


xx

P.S.: se a preguiça bater, não faz bolinha coisa nenhuma, "masseta" a ricota numa forma, joga o molho de tomate por cima, da uma esquentadinha e manda ver. Certeza que na forma paralelepipédica (eu pesquisei no google pra não falar besteira)  fica tão bom quanto na forma esférica sugerida pela receita original ;) 


sábado, 4 de janeiro de 2014

Bolachinha de banana com aveia

Não sei de onde veio essa receita. Minha avó viu em algum lugar, aí falou pra minha mãe que falou pra mim e eu resolvi fazer, afinal, aqui estou eu, de volta a r.a., pra quem não está familiarizado com o termo, reeducação alimentar. Então esperem receitas leves, lights e esquisitas a partir de agora.
Vamos lá pra bolachinha

*Ingredientes
6 Bananas bem maduras
Aveia em flocos
Farelo de aveia
Açúcar mascavo
Uva Passa
Frutas cristalizadas
Castanha do pará

*Modo de preparo
Desculpe pela falta de quantidade dos ingredientes. Juro que comecei a receita usando uma colher de sopa pra conseguir dar a quantidade exata, mas aí faltou e eu acabei só jogando mais aveia até achar necessário... vou tentar ser relativamente específica aqui embaixo.
Antes de mais nada, sim, eu usei essas bananas aí da foto. Elas estavam na geladeira há dias e eu tinha planos de fazer bananada, mas a ideia da bolachinha surgiu e elas tomaram esse fim. Também duvidei que essas bananas pretas aí estivessem comestíveis, mas minha mãe foi categórica, "pode usar", então eu usei.
Piquei as bananas em rodelas, só pra ficar mais fácil pra amassar depois com o garfo e fazer uma papinha de banana. Então joguei 4 colheres (sopa) de aveia em flocos e farelo de aveia e mais 2 colheres (sopa) de açúcar mascavo e misturei. Achei que ficou meio molenga, mas parti pros próximos ingredientes.
Coloquei a uva passa. Ironicamente minha mãe guarda as uvas passas num pote de nutella, então usei mais ou menos metade de um pote pequeno de nutella de uvas passas. Frutas cristalizadas, aproximadamente 2 colheres (sopa) e 4 castanhas do pará picadinhas. Misturei tudo e ainda parecia molenga, foi aí que eu perdi a quantidade das coisas, coloquei mais aveia em flocos, farelo de aveia e um pouquinho de açúcar, assim, chutando, aaacho que coloquei mais umas 2 colheres (sopa) de aveia, em flocos e em farelo, e uma colher (sobremesa) do açúcar e misturei de novo.
Pra colocar no forno, untei a forma só com manteiga e coloquei montinhos da mistura de banana, com um espacinho em entre eles, caso a banana espalhasse, igual acontece com cookies, mas a banana não espalha como os cookies, elas ficam lá em mini montainhas.
Coloquei pra assar por uns 20 minutos, virei os montinhos e voltei pro forno por mais uns 20 minutos, ai virei de volta e ficou no forno mais um 15 minutos.
O fato da mistura de banana não se comportar como a mistura dos cookies impediu que ele secasse o suficiente pra virar uma bolachinha efetivamente, a mistura ainda ficou meio fofinha, mais como um snack de banana do que uma bolachinha propriamente dita. Minha mãe, que viu as bolachinhas que minha avó fez, disse que ela não fez montinhos e deixou-os lá, esperando que eles espalhassem, disse que ela achatou os montinhos e que sim, eles viraram bolachinhas.
Não que meus montinhos não tenham ficado bons, ficaram, mas não são bolachinhas.
xx

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bolo de caneca Pequena Schall - Tu é muito gente fina!

Hoje é aniversário da Prix Schall! Aí junto ela de folga, eu de home office e saiu bolo de caneca inspirado no logo do Pequena Schall, que foi eu quem desenhou. Nhooon.
Receita original no Tudo Gostoso.


*Ingrediente - massa
1 ovo pequeno
4 colheres (sopa) de leite
3 colheres (sopa) de óleo
2 colheres rasas (sopa) de achocolatado
4 colheres rasas (sopa) de farinha
4 colheres rasas (sopa) de açúcar
1 colher rasa (café) de fermento

*Ingredientes - "cobertura"
Leite em pó
água
corante rosa \o/

*Modo de preparo
Muito fácil, muito simples. Vem comigo.
Coloca na caneca o ovo, aí o leite, aí o óleo. Pros ingredientes secos a medida é colher rasa e aí tem uma dica zica: passar as costas da faca na colher pra ela tirar o excesso do ingrediente. E continua, coloca o achocolatado, a farinha e o açúcar (coloquei 2 colheres invés de 4 porque somos lights).
Dica zica 2 é misturar os ingredientes com um garfo, é mais parecido com uma batedeira do que a colher, vai dissolver a farinha bem melhor. Misturou? Coloca o fermento, mistura mais e manda pro microondas. Aqui em casa teve que rolar uma prece porque o microondas ta unindo forças com o ar condicionado lá do escritório, só trabalha quando quer. Mas ele colaborou, queria dar os parabéns pra Pri também.
A "cobertura" é uma das gororobas inspiradas no Pavê de Copo do Azaghal, mas simplificado, bem simplificado. Só misturar o leite em pó com água, mas muito mais leite em pó do que água. Fiquei um tempo naquelas de ta muito mole, coloca mais leite, agora tá muito duro, coloca mais água. Demorei, mas acertei. Depois foi só deixar ele bonito com o corante cor-de-rosa.
No final deu certo, ficou bonito e teve até vela, só não teve parabéns, mas esse já tava dado.

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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Salsichas Múmias - Especial de Halloween

Mais uma do especial de Halloween 2013 (porque espero fazê-lo em 2014 também).
As salsichas múmias saíram num dia em que o grupo de TCC da Priscila foi em casa gravar alguma coisa pro trabalho, o que foi excelente porque metade do grupo deu conta de degustar as bichinhas.
Receita oriunda do Tudo Gostoso.

*Ingredientes
1 kg salsicha de peru (pode ser de Hot Dog)
1 pacote de massa fresca em rolo para pastel
1 gema
Mostarda
Catchup

*Modo de Preparo
A salsicha em si não é uma parada muito complicada de fazer, principalmente considerando que não precisava nem cozinhá-las. Mas não posso falar o mesmo de cortar a massa do pastel em tiras que, preferencialmente, deveriam começar e terminar com a mesma largura. Seria humilhante, como designer que eu sou, pegar uma régua pra esse serviço, então foi com a ponta da faca, apostei do corte rápido e preciso. Até que deu certo.
Agora, trabalho manual de enrolar os pedacinhos de salsicha com a massa do pastel. Uma pena que massa de pastel não tão grudenta quanto eu precisaria.
Importante: lembrar de deixar um espacinho pras múmias enxergarem através das bandagens.

Você acha que o processo de mumificação é fácil? É nada meu amigo, depois de enrolar a massinha, ainda tem que ~pincelar~ gema de ovo nelas. Eu não tenho um pincel de gema de ovo, você tem? Então use seu dedinho, o resultado é bem parecido
Com as salsichas dignamente mumificadas, mandei-as para o forno pra dourar.
Douraram, mas também secaram e quebraram. Não sei se eu deixei muito no forno ou se eu deveria ter previsto. Fiquei triste de qualquer jeito. Mas já tinha chegado tão longe, as salsichas já tinham virado múmias, só faltavam os olhinhos pra elas enxergarem. Então, com a ajuda de um palitinho de dente fui desenhando os olhos, porque se eu tentasse simplesmente apertar o vidro de mostarda em cima das salsichas, não teria olhos e sim derrames.
Elas não ficaram tão bacaninhas como eu esperava, nem tão boas, já que a masse de pastel ressecou e endureceu a ponto de dar aquela machucadinha no céu-da-boca, mas Samyra e Léo deram um jeito nelas pra mim, o que significa que não ficou assim, tão ruim.

xx

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Palha Italiana á moda do Azaghal

Hoje é dia de comemorar porque é o meu aniversáriooooo!!
Como eu comemorei? Ficando em casa, usando minha máquina de costura nova pela primeira vez e cozinhando, eeeeeee!
Porém, hoje de manhã, vagando pelo twitter, descobri uma felicíssima coincidência, Azaghal, o senhor da Oceania (se você não saiba de quem eu estou falando, tenho duas coisas pra te dizer: 1. não sei como você pôde viver até agora e 2. acesse o site Jovem Nerd e conheça um dos melhores podcasts do MUNDO, o Nerdcast) também faz aniversário hoje! O que só confirma o fato de que só pessoas muito especiais nascem no dia 5 de setembro.
Então, para me divertir no dia no meu aniversário e homenagear essa pessoa que, junto com todos os outros participantes do nerdcast, vem tornando útil o tempo de deslocamento da minha casa até o trabalho há meses, decidi fazer a papa nojenta que o Azaghal faz e que é muito comentada nos nerdcasts!
A questão é, apesar de falarem muito da tal meleca de nescau com biscoito, ninguém nunca parou num nerdcast pra explicar exatamente como ela é feita, então estou trabalhando aqui com hipóteses, ok?

#partiu

*Ingredientes
Leite
Achocolatado
Bolacha Maisena (que o Azaghal chama de biscoito Maria, e eu tomei a liberdade de supor que é bolacha Maisena)

*Modo de preparo
Se você é uma pessoa atenta notou que não tem nenhuma quantidade na lista de ingredientes. Isso porque depende de quanto açúcar você está disposto a ingerir. Eu optei com colocar aproximadamente meia xícara de leite num potinho de sobremesa, uma colher (sobremesa) de achocolatado e uma quantidade x de biscoito. Desculpem, não contei quantas bolachas eu usei. O importante é que foram consumidas mais bolachas do que eu esperava, acho que, mais ou menos, 1/3 do pacote (!!!).
A grande técnica é quebrar as bolachas, com as mãos mesmo, mas deixar os pedaços bem pequenos, o menor que você conseguir, dessa forma eles absorvem o leite com achocolatado até que relativamente rápido e começam a dar certa consistência à gororoba.
Aí é paciência de quebrar bolachas e esperar o leite ser absorvido por elas, até que o negócio chegue na consistência que você quer. Eu não não gosto de nada com muito líquido, com cara de sopa, então lasquei bolacha no potinho.
A conta é a seguinte, quando mais tempo você deixar a quase farofa de bolacha imersa e quanto mais bolacha você usar, menos com cara de leite com pedaço de bolacha e mais com cara de massa de doce a parada vai ficar.
Pra finalizar, como indicado pelo próprio Azaghal em algum Nerdcast, não sei qual, já ouvi tanto que me perco, quebrei mais uma bolacha e salpiquei mais um pouquinho do achocolatado por cima.
E olha, podem parar de julgar, porque a meleca fica boa mesmo.
Só pra explicar o nome, pra quem não sabe, palha italiana é uma massa de chocolate/brigadeiro/ganache (sei lá) misturada com bolacha maisena quebrada, simplificadamente e tal.
E parabéns pra gente, Azaghal!
xx

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tomate recheado com ricota

Essa receita vem de quando minha mãe, antes de casar, fez Peso Ideal. Não sei se tem Peso Ideal ainda hoje, mas Vigilantes do Peso eu sei que tem e é praticamente a mesma coisa. Fizemos a primeira vez há alguns anos, quando eu entrei numa de dieta dos pontos. Mas nem perde seu tempo torcendo o nariz achando que essa é uma dessas receitas sem gosto de quem faz dieta, porque não é, tá? Aliás, quem faz ou já fez reeducação alimentar, sabe que essa parada de "comida sem gosto de dieta" é uma baboseira sem fim.
Há, claro, não tem ingredientes nem modo de preparo oficial, é uma daquelas receitas que você faz e  vai inventando durante o processo.

*Ingredientes
10 tomates
salsinha
Aproximadamente 1 Kg de ricota
Maionese

*Modo de preparo
Deu pra ver, pela lista dos ingredientes, que esta é uma receita muito precisa, só que não. Na verdade as quantidades dependem de quantas pessoas vão comer, quanto você gosta de salsinha, quanto você quer de maionese e se você quer, ou não, que sobre ricota temperada pra passar no pão. 
Quantidades que variam de acordo com quem cozinha a parte, vamos ao processo. 
Essa receita começou no mercado, já que não tinha nem tomate, nem salsinha, nem nenhum dos ingredientes em casa, então fui com o Lucas comprar. Deixa eu falar que me senti muito gente grande tendo que escolher, lavar e cortar a salsinha, invés de pegar do potinho de salsinha congelada da minha mãe, tá?
Sem querer fazer jaba free, mas já fazendo, usei a ricota da Qualitá. Não é aquela ricota seca, farelenta que precisa de um vidro grande de maionese pra diluir a textura de papelão, muito pelo contrário, então, fica a dica.
Depois de cortar a salsinha bem pititica, quebrei a ricota, com a mão mesmo, num pote grande o suficiente pra acomodar todos dos ingredientes, obvio. Coloquei um punhado de salsinha e, o que eu chuto muito aproximadamente, três colheres de sopa de maionese. 
Antes que eu seja atacada por usar maionese, eu explico, poderia ter usado iogurte natural, mas na última tentativa ele não cumpriu com suas obrigações de deixar a ricota comestível, então fiz uma análise das tabelas nutricionais das maioneses antes de comprar e optei pela que tinha menos calorias, menos gordura, menos sódio, menos tudo, ok?
Misturei tudo e temperei com sal e suco de meio limão.
Agora vem a parte mais chata da receita, deixar o tomate oco. Se você tiver uma técnica que faça essa tarefa ficar mais fácil, compartilha cazamiga, porque eu não tenho. Fiz assim: cortei uma tampinha do tomate, com uma faca fui seguindo a circunferência dele, sem deixar a bordinha muito fina e com uma colherzinha de chá, eventualmente com meus dedinhos mesmo, cavoquei pra tirar as sementes e o interior do tomate pra caber bastante ricota.
Ao repetir esse procedimento dez vezes, passei pra parte final: entupir os tomatinhos com ricota. Usei uma colher e, ah vá, não preciso explicar como, né?
Pra ficar simpático, coloquei uma folhinha de salsinha em cima de cada tomate, mas não precisa. 
Cabou! Só comer agora.
Dica final: eu faria ricota a mais pra sobrar e passar no pão.


xx

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Inspiração - Cozinha para 2

Já há algum tempo, o Lucas, meu namorado, me apresentou um canal no youtube, o Cozinha para 2.
Sem brincadeira nenhuma, é o canal mais lindo que eu já vi! Da pra sentir o carinho e dedicação que o casal, donos do canal, tem com os vídeos. São tão bem feitos e lindos que vale apena assistir mesmo se você for daquele tipo de pessoa que não consegue esquentar leite se não tiver microondas!! Até porque, além dos vídeos serem bem cutinhos, as receitas são super fáceis.
Canal inspiração pra um (super-mega) futuro canal do Berinjela na Panela.







xx

domingo, 7 de abril de 2013

Gleia de Blue Berry

Eu nunca planejei fazer geleia de blue berry. Não acordei um lindo dia e decidi comprar essas frutinhas de quase R$100,00 o quilo e fazer duas colheres de sopa de geleia. No entanto, eu fui, despretensiosamente, ao Mercado Municipal de São Paulo no fim do ano passado. Farofa. Enfiamos metade da família (10 pessoas) numa kombi e o itinerário que começou no Ceasa, acabou no Mercadão. No Ceasa tudo correu tranquilamente e eu só adquiri 10 cactos pela bagatela de R$ 15,00. Já no mercadão fui ludibriada pelas cores, formas e impecável organização das frutas e comprei não só uns R$ 12,00 de blue berry, pouco mais de 100g, e... uma pitaia, UMA PITAIA, apenas uma, que eu nem vou falar quanto custou porque já ouvi piadinhas demais por causa desse deslize...
Pelo menos a pitaia era gostosa. Diferente do blue berry, cujo gosto é quase insignificante e come-lo puro não fazia o menor sentido. Fui procurar receitas, mas a quantidade que eu comprei era insuficiente pra quase todas elas, logo, o mirtilo virou geleia!

*Ingredientes
100g de Blue Berry/Mirtilo (ou a quantidade que você tiver disponível)
100g de açúcar (ou a mesma quantidade que você usar de blue berry)
Suco de meio limão

*Modo de preparo
Inutilmente, cada vez que eu decidia fazer geleia, ia procurar uma receita daquela fruta específica. Besteira! Receita de geleia é isso que está aqui em cima: a fruta, muito açúcar e um tequinho de limão. Algumas até colocam outras coisas, mas não acho que tem como dar errado se usar esses três ingredientes, a não ser, claro, que você decida fazer geleia de banana, aí não vai dar certo mesmo.
Então vamos à receita universal da geleia. Coloque a fruta em uma panelinha, coloque o açúcar na mesma panelinha, coloque o limão na panelinha em que você colocou a fruta e o açúcar e cozinhe em fogo baixo, sem parar de mexer, até que a fruta comece a soltar um caldinho, derreta e vire geleia! 
Acho que aí está o grande segredo da geleia, saber quando a fruta, o açúcar e o limão, deixaram de ser ingredientes separados e viram geleia efetivamente, porque geleia não é nem muito líquida nem muito dura e achar esse ponto talvez seja a coisa... menos fácil, porque não chega a ser complicado, em fazer geleia: achar esse ponto. Mas, experiência própria, prefira tirar a geleia do fogo antes do ponto, assim se ela continuar aguada quando esfriar é só colocar tudo de volta na panelinha e continuar cozinhando e mexendo até que fique bom de verdade. Foi o que aconteceu na minha primeira tentativa de fazer geleia de morango.
Tenho que dizer que fazer geleia com o blue berry foi uma brilhante ideia pra salvar os quase R$ 12,00 que eu investi em pouquíssima fruta. :)

xx

domingo, 3 de março de 2013

Pepino em conserva

Vou pular a introdução que explicaria o motivo de tanto tempo sem postar e resumir a: num tá dando! :)
Essa "receita" foi minha avó quem me deu. No carro. Ela falando e eu correndo pra anotar as coisas básicas no celular. Mas é tããão difícil que se eu não tivesse anotado talvez daria no mesmo.
Momento sinceridade [on]
Fazem meses que essa conserva foi feita, terei que puxar com vontade da memória como foi executa-la, mas vamos lá.
Momento sinceridade [off]

*Ingredientes
Pepino chines (pra essa receita eu comprei 4, mas vai da quantidade de conserva que você quer fazer)
3 copos de água
1 copo de vinagre
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de sal
Tempero a gosto: cebola, alho, folha de loro, orégano, alecrim, etc.

*Modo de preparo
Desculpe, se você não é um cheff de cozinha renomado essa receita não é pra você... HAHAHA.
Ok. Parei.
Como essa receita veio de boca para celular não tenho como colocar um link direcionando pro modo de preparo original e mais organizada do que essa bagunça de explicação que eu faço aqui, mas juro que vou tentar ser didática.
Segundo minha avó o primeiro passo é lavar os pepinos e cortar em pedaços. Eu cortei o pepino em quatro pedaço (horizontais) e depois cada pedaço em mais quatro pedaços (longitudinais...), mas no fim achei que o pepino podia ter ficado mais comprido.
Próximo passo é colocar os pedaços de pepino em um pote e salgá-los. Eu peguei um potinho, mas pode ser uma travessa, um prato, qualquer lugar onde os pepinos não escorreguem. Fiz camadas de pepino jogando sal por cima, então ficou, uma camada de pepino sal, bastante sal, outra camada de pepino, sal e assim até acabar o pepino.
Agora que você já leu muitas vezes a palavra pepino vai poder esquecer dele um pouquinho, porque ele tem que ficar salgando por pelo menos 1 hora, e você vai aproveitar pra fazer a água temperada que vai mantê-los conservados.
Muito simples. Só colocar tudo em uma panelinha, água, vinagre, sal, açúcar e os temperos; eu coloquei meia cebola, um dente de alho, três folhas de loro, um punhado de orégano, uns cinco talinhos de alecrim e mais umas folhas que eu não sei bem o que eram, mas estavam no quintal e minha mãe aprovou... prometo que na próxima serei mais exata com as quantidades... :(
Aí liga o fogo e deixar a mistura esquentar e ferver por uns dez minutos, ou até você achar que o cheirinho bom de tempero já invadiu a casa toda.
Coe a água, porque você não quer orégano olhado na sua conserva, e vamos voltar pro pepino.
Não sei dizer se o certo é lavar o sal do pepino antes de colocar na conserva, mas me pareceu mais... sensato, então eu fiz. Com o escorredor de macarrão tirei o excesso de sal do pepino, num antigo pote de palmito ajeitei os pedacinhos do pepino pra caber mais e ficar mais bonito e completei o vidro com a água temperadinha. Aí acabou! Só esperar esfriar e colocar na geladeira. Quanto mais tempo o pepino ficar na conserva antes de comer, mais ele absorve o sabor do tempero e mais gostoso ele fica! :)

Dica: da pra fazer conversa de várias coisas, pepino, cenoura, cebola, alho e fica tudo ÓTIMO! Vale tentar.  E usar vinagre de vinho também é uma boa ideia. :)
xx

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Noite do Pastel

Não fizemos receita nenhuma propriamente dita, mas a noite o pastel foi memorável.
Família reunida aqui em casa com um único objetivo: fazer pastel. Compramos a massa pronta e fizemos os recheios. Carne, carne com queijo, atum, carne seca, só queijo, até de salsicha acabou saindo um ou outro pastelzinho. 
De sobremesa? Mais pastel! Pastel de chocolate, chocolate com morango, romeu e julieta, e no dia seguinte, porque os 8Kg de massa obviamente não foram consumidos apenas no sábado a noite, tinha pastel de maçã e banana com canela ou chocolate.
Eu, se fosse você, tentava.

xx

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