segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Geleia de Amora

Há uns dois anos, eu acho, compramos uma muda de amoreira. Um bebê, com meia dúzia de galhinhos frágeis e mirrados que foram plantados no nosso quintal. Há um ano ela deu suas primeiras amorinhas, ficamos animados, tiramos fotos, e malemá comemos uma frutinha cada um. Mas esse ano, aaah esse ano, a bichinha ta cuspindo amora! Poderíamos estar exportando amoras neste momento se quiséssemos, mas não queremos, preferimos fazer geleia, e quem sabe um cheese cake com cobertura de amoras?

Sem receita original porque quem já fez geleia de uma fruta, já fez de todas.


*Ingredientes
Acredito que umas 3 xícaras de amoras
1 1/2 xícara de açúcar
1/2 limão


*Modo de preparo
Como eu disse, geleia é sempre geleia, que é sempre fruta com açúcar e um tiquinho de limão. Com essa geleia não seria diferente.
Minha mãe passou a semana colhendo amoras e congelando com o único objetivo de que eu as transformasse em geleia. Lavei as frutinhas coloquei numa panelinha com o açúcar, mexi pra misturar e deixei alí, cozinhando em fogo baixo até a amora cumprir seu papel de fruta e começar a soltar água, quando tudo já tava meio líquido, espremi meio limão e deixei cozinhar e cozinhar e cozinhar pra sempre.
A única dificuldade da geleia é saber quando tirá-la do fogo. Como tudo que está quente fica mais mole e líquido quase não da pra saber quando o "pra sempre" do cozimento da geleia termina e, dessa vez, eu errei. Fui no embalo da minha mãe que achou que estava fazendo brigadeiro e soltou "acho que tem que deixar até ver o fundo da panela" com tanta segurança que eu obedeci. Acabei com um doce de amora que dava quase pra cortar com faca e que voltou pro fogo com 1/2 copo de água. Deixei ferver mais um pouco pra, finalmente, chegar na consistência de geleia. O ruim é que não tenho um método mais adequado ou preciso de descobrir esse ponto o bom, é que da pra arrumar caso você tire do fogo na hora errada, seja pra mais ou pra menos, yay!

No fim geleia ficou ótima, azedinha e fica um fenômeno com creme de queijo.



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Trufas da Maddu Magalhães

Não me lembro qual foi o primeiro vídeo que eu assisti da Maddu Magalhães, acho que foi um DIY de dias dos namorados, porque o dia dos namorados tava chegando e eu não tinha comprado nada. Mas não importa, o que importa é que eu adorei! Não só o tutorial, mas a Maddu, que é do tipo super fofa sem ser chata, o que é raro, vamos combinar.
A questão é que quero tentar muitos dos DIY da Maddu, mas resolvi começar pelas trufas! Por motivos óbvios, talvez...
Receita original no canal da Maddu fofa Magalhães!

*Ingredientes
5 barras de chocolate ao leite (na receita original são 4, mas eu usei 5)
1 barra de chocolate meio amargo
1/2 tablete de manteiga
1 xícara de chocolate em pó
1 caixinha de creme de leite

*Modo de Preparo
Esqueça, apague da sua memória essa parada de derreter chocolate em banho-maria. Estamos em 2014 e o microondas não é uma novidade, use-o. Em 1 minuto, eu disse UM MINUTO, derreti uma barra de chocolate ao leite e 1 barra de chocolate meio amargo, usando o seguinte procedimento: quebrei as barras em pedacinhos, coloquei no microondas por 20 segundo, tirei, dei uma mexidinha de leve, coloquei mais 20 segundos, tirei, mexi, mais 20 segundos e a maior parte do chocolate já tinha derretido, aí é só usar a temperatura do chocolate que derreteu para derreter o que ainda não tinha derretido.
derretido-derretido-derretido
Eu fui cabeçuda e derreti os chocolates separados, mas não precisa, pode colocar tudo num recipiente só, e num recipiente meio grandinho, pra caber a manteiga, que e coloquei assim que todos os pedacinhos de chocolate derreteram. Voltei a travessa pro microondas por mais uns 30 segundinhos, pra ela derreter também.
A palavra derreter já não faz mais sentido pra mim...
Depois de incorporar a manteiga no chocolate, juntei o chocolate em pó e o creme de leite, e misturei até ficar uma massa homogênea, que foi pra geladeira por umas 2 horas.
Na hora de derreter o chocolate pra fazer a cobertura da trufa rolou um estresse. Usei o mesmo chocolate da receita do bombom de manteiga de amendoim. Cheguei a comentar lá que ele não derreteu muito bem, mas acabei usando mesmo assim. Bom... aqui o chocolate birutou. Coloquei no microondas por 20 segundos, tirei, nada parecia ter acontecido. Mais 20 segundos e ele começou a derreter, mais 20 segundos, parecia estar no mesmo estágio de derretimento, mais 20 segundos, nenhuma mudança, mais 20 segundos, o chocolate começou a endurecer em vez de liquefazer. Eu tinha um problema. Resolvi voltar pro século XIX e usar o bom e velho banho-maria pra ver se ia. Não foi, não mudou nada, o chocolate tava duro, grudento e eu desisti quando a cumbuca do chocolate deu uma escorregada e encheu d'água.
Durante o ataque de pelanca que eu tive em seguida, implorei pra alguém ir comprar mais chocolate ao leite pra eu poder terminar minhas trufas e voltar a ser feliz. Deu certo.
Quando o chocolate novo chegou repeti o procedimento descrito acima para derretê-lo, obtendo sucesso dessa vez. Peguei a forminha de gelo e fiz como a Maddu faz no vídeo, coloquei um pouquinho do chocolate derretido no fundo, peguei aproximadamente uma colher de chá do recheio, fiz um quadradinho bem mais ou menos, coloquei sobre o chocolate, dei uma apertadinha e cobri com mais chocolate ao leite derretido. Depois de completar todo os buraquinhos das duas forminhas, elas foram para o congelador. Boas horas mais tarde fui tentar desenformá-las. As trufas da primeira forminha quebraram todas porque eu tirei do congelador, esperei uns poucos minutos e já tentei desenformar, então com a segunda fiz diferente, tirei do congelador e só fui tentar tirar as trufas da forminha quase uma hora depois. Usei uma faca amiga pra cutucar a lateral da trufa e fazê-la se soltar do plástico. Aí deu super certo e nenhuma quebrou!
Passei no chocolate em pó e dei pras pessoas comerem, meus avós, meus pais, os colegas de trabalho da minha irmã. As pessoas amaram, pediram a receita, segundo a Priscila, acharam o recheio melhor que brigadeiro, que eu provavelmente ficaria rica se fizesse trufas pra vender e não sobrou nenhuma, nem as quebradas.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Inspiração - Capitu vem para o jantar

"Não estou reclamando de ter que fazê-las, só de não saber como.
Até agora o máximo que eu fazia em casa era faxina, tirar pó, varrer chão, lavar louça e essas banalidades e, de uma hora pra outra, me vejo em frente a um fogão sem auxilio realmente prestativo e pessoas esperando pra comer!
É assustador! Juro! Principalmente porque a falta de pratica me leva diretamente à falta de manhas, que automaticamente resulta em desastre e gororoba alimentícia!
Mas... vou me esforçar, pegar um livro de receitas, baixar uns tutoriais na internet e colocar a mão na massa. Se em um mês minha comida não melhorar, me aposento do cargo de cheff e meu namorado que cozinhe!"

SCHALL, Nayra. 2009

Achei esse desabafo em um blog antigo cujo acesso nunca foi liberado, usava-o como uma espécie de diário digital. Pouco mais de 5 anos depois, aqui estou eu (e o Berinjela, que não parece, mas já tem 4 aninhos), morando sozinha e provendo, não só a minha alimentação, mas a da Priscila, que num momento de desespero me chamou de "A Maga das Jantas Improvisadas e Gostosas", ou qualquer coisa parecida. 
O Berinjela começou desses desastres, de improvisar coisas usando apenas a parca memória da minha mãe cozinhando, de tentar receitas e vê-las dando errado, vezes por descuido meu, vezes pelo passo-a-passo mal explicado e de perceber que, com paciência, calma e bom-humor, eu poderia tirar algum aprendizado dos bolos solados, risotos empapados e tortas sem sal.
Cozinhar para mim, tirando raras exceções, deixou de ser uma obrigação. Seria mais gostoso se eu tivesse uma cozinha decorada do meu jeito ou mais tempo para ocupá-la? Seria, mas ainda assim, me sinto bem fazendo janta.

Digo tudo isso pra esclarecer porque gostei tanto do blog "Capitu vem para o jantar" quando o encontrei. Em um post recente a autora, Denise, escreveu assim:

"Depois de um dia corrido, não tem coisa melhor do que me trancar na cozinha e deixar a imaginação correr solta enquanto salgo isto, tempero aquilo e, ocasionalmente, carbonizo aquele outro. Está sendo uma baita de uma terapia pelo preço ótimo de pagar apenas os ingredientes do prato e ainda ter a oportunidade de comer tudo em seguida."


Além da clara identificação de sentimentos em relação a culinária moleque - alô Saulo Mileti - o blog me conquistou pela temática, pela ideia que eu gostaria de ter tido de unir livros e comidas. A Denise não faz só receitas, ela faz receitas presentes nas histórias dos livros que eu tanto amo!
Deixo nas fotos, tiradas do blog dela, links para as receitas de alguns livros que li, gosto muito e quero tentar fazer pra colocar aqui.

Cerveja Amanteigada do Harry Potter

Receitas do restaurante mexicano em que a Emma trabalhou em "Um dia"
 obs.: ainda não li o livro, mas assisti ao filme.

Sopa azul de "O diário de Bridget Jones"
Pra engrandecer esse post, deixo o link pra uma entrevista da Denise na Rádio Estadão que saiu semana passada, onde ela fala sobre o blog.
xx

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Bombom de manteiga de amendoim

Tudo começou por causa de uma foto que eu hearteei há algumas semanas. Olhei pro sanduichinho chocolate + manteiga de amendoim + chocolate e pensei 'why not?'.
Estou até agora dando tapinhas nas minhas próprias costas por ter tentado - e conseguido - fazer o que eu, humildemente, passei a chamar de O MELHOR DOCE DE TODOS OS TEMPO, o bombom de manteiga de amendoim.

Não tem uma receita original, tudo se resume àquela foto.

*Ingredientes
Manteiga de amendoim  - que eu mostrei que é muito fácil de fazer em outro post
Chocolate para derreter - ao leite, meio amargo, super amargo, vai do gosto do freguês

*Utensílios
Forminhas de bombom/gelo - ou no meu caso, de ovo de páscoa

*Modo de preparo
Queria ter comprado um chocolate 70% cacau  ou qualquer coisa parecida, mas meu pai não gosta muito de chocolate meio amargo e quando o assunto é barra de chocolate é 8 ou 80, ou você compra a barra normal do mercado de, sei lá, 200gr, ou a barra específica pra derreter e fazer bombons e trufas, que tem 1kg. Como esse bombom era um teste, não ia comprar 1kg de cada tipo de chocolate, então foi com o ao leite mesmo.
Os passos são basicamente os que toda prima/tia/colega/amiga da madrinha da sobrinha que faz ovos caseiros na páscoa, executa de olhos fechados, mas que eu, que não sou dada a culinárias sazonais, não fazia a menor ideia e só fui capaz de improvisar, pular vários deles e torcer pra dar certo.

Com uma faca, que nem tava tão afiada assim, cortei 1/3 da big barra de chocolate em pedacinhos menores e coloquei em banho maria pra derreter. Eu lembrava vagamente alguma coisa sobre temperar o chocolate quando o intuito fosse derretê-lo pra fazer bombons e tal, que é, simplificadamente, deixar uma parte do chocolate separada, colocar o resto pra derreter em banho maria e só depois que a maior parte do chocolate já estivesse derretida, colocar esse chocolate não derretido junto, porque aí ele derreteria só pela transferência de calor do chocolate que já estava derretido. - derretido derretido derretido. Juro que eu considerei fazer essa parada de temperar aí, mas a parte 1 do meu chocolate (pra usar menos a palavra derretido) mal derreteu direito, não podia dar a ele a responsabilidade de liquefazer (ahem) a parte 2 do meu chocolate.
Montar os bombons não tem muito segredo. Peguei as forminhas de ovinhos de páscoa e, com a ajuda de uma colher de chá, forrei os, as... depressões (?) das forminhas com chocolate, mas sem preenchê-las, só empurrei o chocolate pra que ele ocupasse toda a superfície da forma, ficando uma casquinha, como um ovo de páscoa sem recheio. Depois de fazer isso com todos os... buraquinhos (?), levei a forminha pra geladeira, assim um chocolate ia endurecer um pouco pra eu colocar o recheio, a manteiga de amendoim.
Cada forminha ficou na geladeira por uns 15 minutos, mas o chocolate, quando já está frio e seco fica mais clarinho, então vai dar pra perceber quando ele estiver no ponto de rechear.
Rechear é fácil. Também com a ajuda da colher de chá, peguei um punhadinho de manteiga de amendoim e coloquei nos ovinhos de chocolate, só tomei cuidado pra manteiga ficar abaixo do nível do bombom. Aí, com outra colher de chá, peguei mais um punhadinho de chocolate, pra fechar o bombom.
Aqui esqueci os rituais de esfriar bombom/ovo de páscoa também. Sei que tem umas paradas de deixa um pouco na geladeira, aí vira de cabeça pra baixo, aí tira da geladeira e deixa de um dia pro outro, sei la. Eu deixei umas duas horas na geladeira, até conseguir desenformar, e comi.

FAÇAM, PELO AMOR DE DEUS! <3


xx

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O desastre do Pão Panda

Estou aqui hoje para publicar o maior fracasso desse blog desde o Macarron, o Pão Panda.

Era pra esse pão ser mágico e representar com dignidade os dias 18, 19 e 20 de julho de 2014, o final de semana do youpix com os meninos do Papricast e vários ouvintes do programa reunidos em São Paulo. Um grande final de semana. Um final de semana memorável. Um final de semana da amizade à primeira vista.
Mas como que pra dar um tapa na minha cara e mostrar que o final de semana perfeito não vai mais voltar, a porcaria do pão praticamente cometeu suicídio. Foi como se eu estivesse sacrificando filhotes de panda junto com o Leonardo.
Mas sabe o que me deixaria um pouquinho mais feliz? Se você, leitor guerreiro desse blog, baixasse um episodiozinho do Papricast, como forma de honrar o panda que partiu da cozinha da minha mãe para um lugar melhor.

Receita original do pão no Cybercook. Se o seu objetivo for fazer um pão normal vá em frente. Se for fazer pão panda NEM CLICA NO LINK.
Esquemas do panda no Receita na Rede.

*Ingredientes
500 ml de Água morno(a)
1 kg de farinha de trigo
1 unidade(s) de ovo
20 gr de fermento biológico fresco
2 colher(es) (sopa) de manteiga
2 colher(es) (sopa) de açúcar
1 colher(es) (sopa) de sal
+ corantes

*Modo de preparo
Um dos meus grandes prazeres culinários é fazer pão. Ver a massa aguada tomando forma, ficando gordinha, soltando da mão e crescendo. Dessa vez não foi diferente, pena que essa sensação de "MEL DEEELLLSS como eu amo fazer pão" não durou a receita toda.

Tudo começou porque eu queria fazer um pão panda por causa da vinda do Papricast pro Youpix (eu não vou explicar o que pandas tem que ver com o programa, você vai ter que escutar pra entender) e topei com a foto da receita do pão panda, que como a maioria das receitas que existem por aí, fez com que eu achasse que fazer com que pedaços de pão de cores diferentes acabassem com formato de panda era muuuuito fácil.
A primeira receita que eu achei era pra fazer na máquina de pão, mas eu não tenho uma máquina de pão, então, vejam só a ironia, achei arriscado fazer a receita específica pra máquina na mão, em contra partida, pensei que não teria problema nenhum pegar uma receita completamente aleatória de pão, tingir e moldar como aquela foto mostrava. Primeiro (e fatal) erro.
O pão em si foi fácil. Diluí o fermento no açúcar. Quando você lê essa instrução na receita ela parece bizarra, como eu vou diluir uma coisa sólida em outra coisa sólida??? Mas depois de misturar o fermento com o açúcar ele começou magicamente a derreter (olha a pocinha dele perto da colher na primeira foto da direita) e virar uma aguinha doce de fermento. Aí acrescentei o sal, o ovo, a manteiga, mais ou menos metade da água amornada no microondas, um pouco de farinha e comecei a mexer.
Como eu tinha que fotografar o progresso da receita e, dessa vez, não tinha ninguém pra me ajudar, mexi a massa até onde deu com a colher de pau. Fui colocando farinha aos pouco e mexendo, farinha, mexida, farinha mexida, até que não deu mais. Raciocinei e, em vez de deixar a farinha no saco, coloquei-a num copo, um utensílio que eu conseguiria manusear, mesmo com as mão camufladas pela massa do pão. e continuar o processo farinha-mexe, que agora tava mais pra farinha, aperta, esmaga, faz squich e fica feliz.
Quando a massa finalmente desgrudar da sua mão, ta pronto!
Ah, que feliz eu seria se tivesse simplesmente separado a massa em três partes, deixado crescer e ter colocado pra assar.

Na minha cabeça, meu pão estava prestes a virar um panda, mas aí eu cometi o segundo erro: tentar deixar uma parte da massa marrom.
Primeiro tentei da maneira que me parecia mais obvia e menos passível de fracasso, com achocolatado. O achocolatado começou a derreter e grudar na minha mão, na bancada, na lateral do microondas, mas nem parecia tentar deixar a massa marrom, pelo menos não da maneira uniforme como eu precisava. Abandonei o achocolatado e tentei alguma coisa mais hard: corante alimentício, terceiro erro.
Eu tinha corante marrom? HA-HA-HA. Tinha roxo, azul, verde, laranja e rosa, mas não tinha marrom. Aí meu cérebro deu uma pane e eu achei que misturando LARANJA e AZUL ia conseguir a cor desejada. Quão grande não foi minha surpresa quando o pão começou a ficar VERDE! Tentei ser positiva, não era a cor que eu queria, tava meio manchado, meio com cara de mofo, mas já não estava mais na cor original da massa. Ia servir.
Agora eu precisava de uma terceira cor pra fazer a moldura do panda. Percebam a minha inocência em achar que as coisas ainda dariam certo. Separei mais um teco da massa e resolvi deixá-la laranja, só laranja. No mesmo esquema mão e bancada coloridas e pão manchado, mas eu tinha, agora, 3 pedaços de massa de cores diferentes, só faltava modelar o panda.
Meu quarto erro foi não calcular o tanto que a porcaria do pão ia que crescer antes de ir pro forno e o quanto ele cresceria enquanto assava. Quando moldei porcamente o panda ele ficou quase com o tamanho que deveria ter ficado depois de assado, mas as massas de cores diferentes já tinham começado a grudar e se fundir quando eu me dei conta disso e não dava mais pra arrumar.
Foi aí que eu comecei a aceitar que talvez o pão panda fosse um fracasso.

Depois da massa descansar e crescer coloquei no forno pra assar. Ela cresceu ainda mais e eu cometi o quinto erro: achar que o pão estava assado, tirar do forno e desenformar da maneira mais eficiente que eu conhecia, "despejando" o pão em outra forma. Se eu tivesse previsto o que aconteceu quando o pão saiu da forma 1 e aterrizou na forma 2, teria filmado. Meu pão murchou, como um pneu furado, quase deu pra ouvir o prprprrprpr do ar saindo. O panda dentro daquela massa tinha acabado de partir dessa pra uma melhor.
O que aconteceu? O pão ainda estava cru por dentro.

O conformismo tomou conta de mim e fiz a única coisa que eu poderia ter feito: uns cortes na massa pra ela assar por dentro e voltei o cadáver de panda pro forno.
Terminei com um pão deformado e com cores estranhas. Tava com gosto de pão, mas definitivamente não era um pão panda. T_T

Se você prestar atenção da pra ver o que eram os olhos e as orelhinhas

xx

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Inspiração - I could kill for dessert

Não foi na primeira, nem na segunda, talvez na terceira vez que eu vi o anúncio do canal Cozinha Bossa & Malagueta no youtube, resolvi clicar pra ver qual era. Cai numa receita de cookies.
Não sei se eu comentei sobre meu recente ~problema~ com cookies. Desde que me mudei pro apartamento tentei fazer cookies umas 3 vezes e TODAS deram errado. Aquela mesma receita que eu postei aqui há eras e que sempre deu super certo, mesmo com ingredientes vencidos, ehen antigos se virou contra mim e transformou meus cookies em bolachas. Uma amiga minha disse que pode ser o forno. Provavelmente é o forno, mas o que importa é que eu não podia deixar uma nova receita de cookies passar incólume por mim, uma que eu poderia testar e que talvez desse certo no forno do apartamento.
Receitas de cookies que dão certou ou errado a parte, o tal vídeo me levou pro I could kill for dessert e, devagarinho, explorando os posts sugeridos e os menus laterais, percebi que se tratava muito mais de um site super completo sobre culinária do que de um blog com receitas.
Ainda estou explorando mas, além das receitas, o ICKFD trata de milhares de assuntos relacionados a culinária, segredos pra cada tipo de comida, literatura culinária, utensílios de cozinha, roteiros gastronômicos em mais de 10 cidades do mundo!
Em fim,  lindo, to apaixonada, quero mergulhar numa piscina de I could kill for dessert.
























quinta-feira, 10 de julho de 2014

Manteiga de Amendoim

Eu sou a única que tenho dificuldades pra encontrar manteiga de amendoim pra comprar? Sou a única que, quando encontra, acha um disparate pagar R$18,00 por um potinho com amendoim moído? Espero que não, porque se eu for, esse post perde 78% de sentido.
Mas tenho fé que não estou sozinha na busca pela peanutt butter barata, para incorporá-la às nossas dietas com banana, maçã, torradinha ou pura, na colherada mesmo. Este post, minhas amigas e amigos, nos libertará do monopólio da manteiga de amendoim industrializada, que vem com uma faquinha de brinde, não para nos auxiliar no processo de depositá-la sobre o pãozinho, mas para perfurar nossos bolsos já tão esfarrapados.
Manteiga de amendoim caseira... é possível!

Receita original: OuiOui Saudável

*Ingredientes
Amendoim torrado sem casca e sem sal
Açúcar/adoçante (se você quiser, e eu acho que você vai querer)

*Modo de preparo
Coloque o amendoim no liquidificador, ligue o liquidificador e só desligue quando o amendoim virar manteiga!
Não, mentira.
Não é de todo mentira, macroscopicamente falando, é isso, mas vamos aos detalhes.
Fiz manteiga de amendoim duas vezes até agora, uma no apartamento e outra na casa da minha mãe e decidi que a casa da minha mãe virou o lugar oficial de fazer manteiga de amendoim, pelo menos por enquanto, porque o liquidificador dela é significativamente mais potente que o meu, o que descarta a necessidade de meditar antes de ir pra cozinha.
Meditar? É.
Assim, além de um liquidificador e amendoim, você vai precisar de paciência. Não colocar todo o pacote de amendoim de uma vez no liquidificador é a primeira dica, nem no liquidificador da minha mãe isso foi possível, então dividi os grãozinhos em três porções, batidas separadamente. Agora o processo se resume a: liga o liquidificador, deixa bater um pouco, desliga, empurra os amendoins que tentaram fugir paras colinas (laterais do copo do liquidificador) pro meio do vuco-vuco de volta e liga de novo. Repita esse processo até que você achar que o amendoim virou uma pasta, aí faz tudo de novo mais umas três vezes, pra garantir. Confia em mim, você não vai querer sua manteiga de amendoim no ponto errado.
Eu coloquei umas quinze gotas de adoçante depois de já ter colocado a manteiga no pote em que ela ia ficar, porque achei que não ia misturar direito no liquidificador. Se você for colocar açúcar, suponho que seja melhor fazê-lo no início do processo, pra ela bater junto com o amendoim.
E pronto! Uma mar de possibilidades ~receitísticas~ acabou de se abrir a sua frente pelo preço de um pacote de amendoim torrado sem sal. :)

Se dá pra fazer com processador? Não tenho processador pra testar, mas talvez seja até mais fácil. Se alguém fizer e der certo, me avisa.



xx

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