terça-feira, 20 de agosto de 2013

Garimpo Gourmet Craft+Design 2013

Quem lembra do Garimpo Gourmet na Craft+Design 2012, quando eu fiz uma busca pelas coisas de cozinha e relacionados na feira, tirei fotos, conversei com os(as) artistas, peguei cartão, contei do blog e fiz um post bem lindo e completo?
Pois bem... a segunda edição desse ano da feira aconteceu praticamente em dias úteis, só o último dia (que terminou 3 horas mais cedo que os demais), foi no sábado. Sorte minha, que pude comparecer. Mas planejamento foi uma palavra que eu esqueci dessa vez. Fui dormir tarde na sexta por causa do treino, esqueci de colocar o celular pra despertar, não sabia que roupa colocar e resultou que eu cheguei meio tarde na Craft e me atropelei toda. Aí, inocentemente, achei que poderia tirar fotos das coisas ~mais~ legais e pegar as coisas legais que eu não consegui fotografar no site dos expositores, que deveriam estar no catálogo da feira. Ledo engano. Nem todos os sites são bons ou tem os produtos que estavam expostos na feira, seja porque eram lançamento e o site ainda não foi atualizado ou sei lá eu porque.
Logo, este post não ficará tão bacana quanto eu gostaria, nem todas as fotos são minhas, mas...
Foi!


1. Greghi Design
O pessoal da Greghi já participou de algumas, se não todas, Crafts que eu já fui. Eles trabalham com cerâmica e louças, que são produtos super tradicionais e poderiam ser bem tediosos, mas as estampas divertidas e criativas quebram qualquer caretice que as peças poderiam ter. Conjuntinho de chá com formigas desenhadas e pratos com estampa de caveira são só alguns exemplos. Nessa edição eles lançaram esses pratos com personalidades como Dali, Frida Kahlo e Andy Warhol que eu achei SEN-SA-SI-O-NAL. Apesar de ver muitos pratos lindos por aí, inclusive na Craft, nunca pensei em decorar uma parede da minha casa com quadros-pratos, mas esses, em especial, me fizeram considerar a ideia.



2. Cumaru Estúdio de Arte e Design
Nem devia falar da Cumaru porque eu não sou exatamente imparcial, já que trabalhei com a Yvoty, designer da marca, por uns dois anos, ainda faço pequenos trabalhos esporádicos e, bom, somos amigas. Mas a questão é que, a cada feira, a Cumaru está com mais coisas lindas, legais e bonitas para cozinha.
De potinhos de cerâmica decorados em embalagens antigas de manteiga, achocolatado e muitas outras, a avental, panos de prato e latinhas.
O site ainda não tem todos os lançamentos, mas lá tem todos os contatos do estúdio e show room, é só mandar um olá.



3. Il Casalingo
Não me lembro delas de outras feiras, mas ADOREI! Adorei o que? Tudo! o Estande decorado com paletes e uma placa perfurada lá no fundo como se fosse uma lousa, o site que é todo lindo e delicado, com fotos muito bem tiradas dos produtos e, lógico, os produtos em si, aventais, panos de prato muito amor, jogos americanos, toalha para pic-nic, todos. Além de lindos, são feitos, obviamente, com muito carinho!


4. Noventa e Nove Colibris Design
Well, well, infelizmente durante meu passeio fotográfico pela Craft não tinha ninguém nesse estande e o pessoal dos estantes ao redor não sabiam onde o dono tinha ido então não consegui conversar com ele(a), mas achei tão diferente, coloridas (adoro coisas coloridas) e bonitas essas tampas de bolo que fotografei.



5. Live Trace
Passei na velô por esse estande também, já que estava cheio de clientes pra atender e não seria eu a atrapalhar as vendas de ninguém.
Agora, responda-me: quem não tem montes de tralhas espalhadas, não só pela cozinha, que ficariam lindas e organizadas nesses caixotes? Eu tenho! Até porque eles não tem só esses caixotes grandes, tem pequeno, tem médio e tem banquinhos!



6. Estampa Brasil
O Estampa Brasil era um dos estandes mais coloridos da Craft! Cheio de coisas bonitas, com flores alegres e vistosas, entre elas jogos americanos, sousplat e esses aventais LINDOS! Apesar de amar meu avental do Berinjela na Panela, consigo muito me imaginar cozinhando com esses aqui de baixo.



7. Caixa Filosofal 
Entrei no site da Caixa Filosofal antes de ir pra Craft porque não lembrava deles de outras feiras. Na verdade eles não tem nada diretamente relacionado à cozinha ou culinária, mas os quadrinhos são TÃO lindos e TÃO bem feitos que eu fui obrigada a colocá-los na lista, até porque, nada impede que, futuramente, eles façam quadrinhos especialmente para a cozinha, já que eu dei a dica pro moço que estava no estande pegando os pedidos.
O site é loja, então aproveite.





Tcharam! É isso, em breve parte 2 com as coisas lindas que eu, infelizmente, não consegui fotografar. Aguardem!

xx

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tomate recheado com ricota

Essa receita vem de quando minha mãe, antes de casar, fez Peso Ideal. Não sei se tem Peso Ideal ainda hoje, mas Vigilantes do Peso eu sei que tem e é praticamente a mesma coisa. Fizemos a primeira vez há alguns anos, quando eu entrei numa de dieta dos pontos. Mas nem perde seu tempo torcendo o nariz achando que essa é uma dessas receitas sem gosto de quem faz dieta, porque não é, tá? Aliás, quem faz ou já fez reeducação alimentar, sabe que essa parada de "comida sem gosto de dieta" é uma baboseira sem fim.
Há, claro, não tem ingredientes nem modo de preparo oficial, é uma daquelas receitas que você faz e  vai inventando durante o processo.

*Ingredientes
10 tomates
salsinha
Aproximadamente 1 Kg de ricota
Maionese

*Modo de preparo
Deu pra ver, pela lista dos ingredientes, que esta é uma receita muito precisa, só que não. Na verdade as quantidades dependem de quantas pessoas vão comer, quanto você gosta de salsinha, quanto você quer de maionese e se você quer, ou não, que sobre ricota temperada pra passar no pão. 
Quantidades que variam de acordo com quem cozinha a parte, vamos ao processo. 
Essa receita começou no mercado, já que não tinha nem tomate, nem salsinha, nem nenhum dos ingredientes em casa, então fui com o Lucas comprar. Deixa eu falar que me senti muito gente grande tendo que escolher, lavar e cortar a salsinha, invés de pegar do potinho de salsinha congelada da minha mãe, tá?
Sem querer fazer jaba free, mas já fazendo, usei a ricota da Qualitá. Não é aquela ricota seca, farelenta que precisa de um vidro grande de maionese pra diluir a textura de papelão, muito pelo contrário, então, fica a dica.
Depois de cortar a salsinha bem pititica, quebrei a ricota, com a mão mesmo, num pote grande o suficiente pra acomodar todos dos ingredientes, obvio. Coloquei um punhado de salsinha e, o que eu chuto muito aproximadamente, três colheres de sopa de maionese. 
Antes que eu seja atacada por usar maionese, eu explico, poderia ter usado iogurte natural, mas na última tentativa ele não cumpriu com suas obrigações de deixar a ricota comestível, então fiz uma análise das tabelas nutricionais das maioneses antes de comprar e optei pela que tinha menos calorias, menos gordura, menos sódio, menos tudo, ok?
Misturei tudo e temperei com sal e suco de meio limão.
Agora vem a parte mais chata da receita, deixar o tomate oco. Se você tiver uma técnica que faça essa tarefa ficar mais fácil, compartilha cazamiga, porque eu não tenho. Fiz assim: cortei uma tampinha do tomate, com uma faca fui seguindo a circunferência dele, sem deixar a bordinha muito fina e com uma colherzinha de chá, eventualmente com meus dedinhos mesmo, cavoquei pra tirar as sementes e o interior do tomate pra caber bastante ricota.
Ao repetir esse procedimento dez vezes, passei pra parte final: entupir os tomatinhos com ricota. Usei uma colher e, ah vá, não preciso explicar como, né?
Pra ficar simpático, coloquei uma folhinha de salsinha em cima de cada tomate, mas não precisa. 
Cabou! Só comer agora.
Dica final: eu faria ricota a mais pra sobrar e passar no pão.


xx

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Inspiração - Cozinha para 2

Já há algum tempo, o Lucas, meu namorado, me apresentou um canal no youtube, o Cozinha para 2.
Sem brincadeira nenhuma, é o canal mais lindo que eu já vi! Da pra sentir o carinho e dedicação que o casal, donos do canal, tem com os vídeos. São tão bem feitos e lindos que vale apena assistir mesmo se você for daquele tipo de pessoa que não consegue esquentar leite se não tiver microondas!! Até porque, além dos vídeos serem bem cutinhos, as receitas são super fáceis.
Canal inspiração pra um (super-mega) futuro canal do Berinjela na Panela.







xx

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cookie Melting Moments

Estou sentindo saudades de ter pique para cozinhar coisas que eu sei que não darão certo e ter conteúdo novo para alimentar este precioso blog, mas como não tá fácil pra ninguém, ainda mais ultimamente com treinos de roller derby (quem quiser infos, por favor, entre em contato) e trabalho longe de casa, então vou de receita que já ta aí, feita há um tempão, mas continua inédita! 

Essa receita veio de um livro que ganhei de aniversário das minhas amigas Ana Paula, Marília e Renata. Tenho que confessar que, por ter começado a reeducação alimentar pouco depois de ganhar o livro, não consegui aproveitá-lo como poderia, mas livro de receita não se perde, se guarda pra usar depois.
O fato é que decidi fazer uma das receitas, que me pareceu bem simples, o cookie Melting Moments.

*Ingredientes
200 gr de manteiga em temperatura ambiente
3/4 de xícara (chá) de açúcar de confeiteiro
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de amido de milho
1/2 colher (chá) fermento em pó
1/2 xícara (chá) de geleia de framboesa (ou de uva, ou de morango, ou de amora, ou de laranja...)

*Modo de preparo 
Na receita diz pra preaquecer o forno. Preaqueci? Olha, sendo muito franca com você, não me lembro, faz tempo mesmo que fiz essa receita, mas provavelmente não. 
Depois diz pra bater o açúcar de confeiteiro e a manteiga. Bati. Tô pegando as manhas da manteiga molenga. Próximo passo é peneirar a farinha o amido de milho e o fermento juntos. Depois da minha lamentável experiência com o Macaron passei a respeitar mais as instruções da receita por mais nhé que elas me pareçam, quer dizer, peneirar farinha? Mas peneirei.
Juntei os pós bem soltinhos à massaroca de manteiga e bati, bati, bati até misturar bem.
A partir daí aquele trabalho braçal. Comecei a enrolar as bolinhas o mais rápido que eu conseguia, porque tinha massa pra dedéu, mas mesmo assim minha mãe, ao ver que a massa estava começando a crescer dentro do pote da batedeira, se apiedou de mim e veio me ajuda. Enrolamos todas as bolinhas, e colocamos na assadeira, medindo a distância pra elas não grudarem, imaginem o quão surpresa fiquei ao abrir o forno e ver que nossas bolinhas tinham virado cookies da MariMoon?
Acostumada como estou a ver minhas comidas ficarem esquisitas, mas com gosto bom no frigir dos ovos, segui em frente. Esperei esfriar e fiz os sanduíches de bolachinhas/cookies com recheio de geleia de amora.
Pergunta se sobrou?

xx

domingo, 7 de abril de 2013

Gleia de Blue Berry

Eu nunca planejei fazer geleia de blue berry. Não acordei um lindo dia e decidi comprar essas frutinhas de quase R$100,00 o quilo e fazer duas colheres de sopa de geleia. No entanto, eu fui, despretensiosamente, ao Mercado Municipal de São Paulo no fim do ano passado. Farofa. Enfiamos metade da família (10 pessoas) numa kombi e o itinerário que começou no Ceasa, acabou no Mercadão. No Ceasa tudo correu tranquilamente e eu só adquiri 10 cactos pela bagatela de R$ 15,00. Já no mercadão fui ludibriada pelas cores, formas e impecável organização das frutas e comprei não só uns R$ 12,00 de blue berry, pouco mais de 100g, e... uma pitaia, UMA PITAIA, apenas uma, que eu nem vou falar quanto custou porque já ouvi piadinhas demais por causa desse deslize...
Pelo menos a pitaia era gostosa. Diferente do blue berry, cujo gosto é quase insignificante e come-lo puro não fazia o menor sentido. Fui procurar receitas, mas a quantidade que eu comprei era insuficiente pra quase todas elas, logo, o mirtilo virou geleia!

*Ingredientes
100g de Blue Berry/Mirtilo (ou a quantidade que você tiver disponível)
100g de açúcar (ou a mesma quantidade que você usar de blue berry)
Suco de meio limão

*Modo de preparo
Inutilmente, cada vez que eu decidia fazer geleia, ia procurar uma receita daquela fruta específica. Besteira! Receita de geleia é isso que está aqui em cima: a fruta, muito açúcar e um tequinho de limão. Algumas até colocam outras coisas, mas não acho que tem como dar errado se usar esses três ingredientes, a não ser, claro, que você decida fazer geleia de banana, aí não vai dar certo mesmo.
Então vamos à receita universal da geleia. Coloque a fruta em uma panelinha, coloque o açúcar na mesma panelinha, coloque o limão na panelinha em que você colocou a fruta e o açúcar e cozinhe em fogo baixo, sem parar de mexer, até que a fruta comece a soltar um caldinho, derreta e vire geleia! 
Acho que aí está o grande segredo da geleia, saber quando a fruta, o açúcar e o limão, deixaram de ser ingredientes separados e viram geleia efetivamente, porque geleia não é nem muito líquida nem muito dura e achar esse ponto talvez seja a coisa... menos fácil, porque não chega a ser complicado, em fazer geleia: achar esse ponto. Mas, experiência própria, prefira tirar a geleia do fogo antes do ponto, assim se ela continuar aguada quando esfriar é só colocar tudo de volta na panelinha e continuar cozinhando e mexendo até que fique bom de verdade. Foi o que aconteceu na minha primeira tentativa de fazer geleia de morango.
Tenho que dizer que fazer geleia com o blue berry foi uma brilhante ideia pra salvar os quase R$ 12,00 que eu investi em pouquíssima fruta. :)

xx

domingo, 3 de março de 2013

Pepino em conserva

Vou pular a introdução que explicaria o motivo de tanto tempo sem postar e resumir a: num tá dando! :)
Essa "receita" foi minha avó quem me deu. No carro. Ela falando e eu correndo pra anotar as coisas básicas no celular. Mas é tããão difícil que se eu não tivesse anotado talvez daria no mesmo.
Momento sinceridade [on]
Fazem meses que essa conserva foi feita, terei que puxar com vontade da memória como foi executa-la, mas vamos lá.
Momento sinceridade [off]

*Ingredientes
Pepino chines (pra essa receita eu comprei 4, mas vai da quantidade de conserva que você quer fazer)
3 copos de água
1 copo de vinagre
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de sal
Tempero a gosto: cebola, alho, folha de loro, orégano, alecrim, etc.

*Modo de preparo
Desculpe, se você não é um cheff de cozinha renomado essa receita não é pra você... HAHAHA.
Ok. Parei.
Como essa receita veio de boca para celular não tenho como colocar um link direcionando pro modo de preparo original e mais organizada do que essa bagunça de explicação que eu faço aqui, mas juro que vou tentar ser didática.
Segundo minha avó o primeiro passo é lavar os pepinos e cortar em pedaços. Eu cortei o pepino em quatro pedaço (horizontais) e depois cada pedaço em mais quatro pedaços (longitudinais...), mas no fim achei que o pepino podia ter ficado mais comprido.
Próximo passo é colocar os pedaços de pepino em um pote e salgá-los. Eu peguei um potinho, mas pode ser uma travessa, um prato, qualquer lugar onde os pepinos não escorreguem. Fiz camadas de pepino jogando sal por cima, então ficou, uma camada de pepino sal, bastante sal, outra camada de pepino, sal e assim até acabar o pepino.
Agora que você já leu muitas vezes a palavra pepino vai poder esquecer dele um pouquinho, porque ele tem que ficar salgando por pelo menos 1 hora, e você vai aproveitar pra fazer a água temperada que vai mantê-los conservados.
Muito simples. Só colocar tudo em uma panelinha, água, vinagre, sal, açúcar e os temperos; eu coloquei meia cebola, um dente de alho, três folhas de loro, um punhado de orégano, uns cinco talinhos de alecrim e mais umas folhas que eu não sei bem o que eram, mas estavam no quintal e minha mãe aprovou... prometo que na próxima serei mais exata com as quantidades... :(
Aí liga o fogo e deixar a mistura esquentar e ferver por uns dez minutos, ou até você achar que o cheirinho bom de tempero já invadiu a casa toda.
Coe a água, porque você não quer orégano olhado na sua conserva, e vamos voltar pro pepino.
Não sei dizer se o certo é lavar o sal do pepino antes de colocar na conserva, mas me pareceu mais... sensato, então eu fiz. Com o escorredor de macarrão tirei o excesso de sal do pepino, num antigo pote de palmito ajeitei os pedacinhos do pepino pra caber mais e ficar mais bonito e completei o vidro com a água temperadinha. Aí acabou! Só esperar esfriar e colocar na geladeira. Quanto mais tempo o pepino ficar na conserva antes de comer, mais ele absorve o sabor do tempero e mais gostoso ele fica! :)

Dica: da pra fazer conversa de várias coisas, pepino, cenoura, cebola, alho e fica tudo ÓTIMO! Vale tentar.  E usar vinagre de vinho também é uma boa ideia. :)
xx

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cupcake de "Mirtilo"

Faz tempo que eu comprei um livro com receitas e dicas sobre cupcake. Até falei dele aqui, mas acabei usando o livro umas duas vezes, sendo esse post, a segunda. O que eu posso dizer pra vocês é, antes tarde do que nunca!
Essa foi uma receita toda especial, não apenas por ser cupcakes, que estão na moda e são um saquinho pra fazer, nem porque eu comprei o corante e o tal do açúcar impalpável há séculos e tinha que usar antes que tudo vencesse, mas porque são azuis! Se você já leu a saga Percy Jackson e os Olimpianos eu nem preciso explicar, mas se você não é um afortunado que teve a chance de mergulhar na coleção do Rick Riordan, que é um arraso, vou fazer a gentileza de te deixar por dentro: em datas comemorativas, como o aniversário do Percy, ou só pra deixar ele feliz mesmo, a mãe dele faz comida azul, acho que é porque o pai dele é Poseidon e tal. Como eu acabei semana passada o último livro lançado pelo Rick, "Filho de Netuno", achei que ia ser perfeito fazer o bolinho azul agora.
Escolhi a receita do cupcake de mirtilo, porque tinha ingredientes mais simples que já estavam no jeito... a não ser o mirtilo em si. Então eu fui prática: substituí o mirtilo por granulado azul :)

*Ingredientes - Massa
1 ovo
100g de açúcar
40g de manteiga derretida
150g de creme de leite
120g de farinha de trigo
10g de fermento
uma pitada de sal
70g de mirtilo congelado (ou não)

*Modo de preparo
Não gosto muito de receita que da a quantidade dos ingredientes em gramas, não tem balança em casa, ou melhor, nenhuma boa de verdade pra medir direitinho o quanto a receita pede. Ainda que açúcar e farinha de trigo tudo bem porque todo copo de medida tem lá a quantidade em gramas, o que complicou foi o creme de leite, já que na caixinha ta escrito 200ml e não tem em lugar nenhum o peso.
Mas comecei mesmo assim. Preaqueci o forno a 200º e misturei numa tigelinha o ovo e o açúcar, coloquei pra bater e fui jogando a manteiga derretida sem parar de mexer, como indicava a receita.
Numa outra tigela misturei, a farinha e o sal, porque só tinha farinha com fermento em casa, então achei melhor não colocar mais, antes um cupbrouwnie do que um cake transbordando pela forminha. Antes de misturar os ingredientes secos com os líquidos coloquei o fator felicidade junto com o açúcar o ovo e a manteiga: o corante azul!
Depois que eu misturasse tudo o próximo passo era colocar a massa nas forminhas e levar os bolinhos pra assar. Tudo bem! Já tinha começado a jogar a massa azul na farinha quando, epa, lembrei do creme de leite. Corri no livro de receita pra procurar onde eu devia ter colocado o ingrediente problema, o único que eu não tinha a quantidade certa. Era pra ter misturado depois da manteiga, antes do corante, com o açúcar e o ovo. Peguei a balança zoada que tinha mesmo e virei a caixinha toda no copo de medida, deu naquelas 150g, foi a caixinha toda! Não dava pra ficar pensando muito com o fermento começando a reagir.
Aí o que era pra ter mexido delicadamente foi tudo pra batedeira. Aqui não tem essas coisas de bolo fresco, só bolo macho, bruto, que aguenta com batedores!
Quando todos os ingredientes pareciam bem misturados, dividi a massa nas forminhas e coloquei no forno. A temperatura ficou um pouco baixa, então eles demoraram bem mais de 20 minutos pra assar, como dizia na receita, acho que levou bem seus 40 minutos. O bom é que, ter batido tudo ao invés de mexer delicadamente deu perfeitamente certo.
Segunda etapa: cobertura.

*Ingredientes - Buttercream
200g de manteiga sem sal amolecida
280g de açúcar impalpável
45ml de leite
1 colher (chá) de essência de baunilha (mas se a sua tiver vencido há uns 8 meses, que nem a que tinha aqui, deixa quieto)

*Modo de preparo
Facin. Mistura metade do açúcar com o restante dos ingredientes até ficar cremoso.
Agora, modéstia a parte, que beleza de amolecimento dessa manteiga. Como era só pra amolecer e não pra derreter, cortei o pedaço a manteiga em pedaços mais finos do que o bloquinho de 100g, e o pedacinhos ficaram um tico no microondas, coisa de 15 segundos, aí amassei com um garfo pros pedaços gelados misturarem com os quente e ela amolecer por igual! 
Mas voltando à cobertura no geral. Misturei, misturei, continuei misturando e concluí que meu conceito de cremoso estava errado, porque não havia o que deixasse a mistura lisinha e bonita. Achei que colocar o resto do açúcar podia ajudar, ajudou, pelo menos nos 3 minutos logo depois que eu parei de bater. Pela foto aqui de baixo da pra ver que o creme ta bem firme como uma cobertura deve ser. É, mas não sei se é da natureza do buttercream ou se o corante teve sua parcela de culpa, mas o negocio começou a amolecer e perder forma.
Corri pra estrear meu material de confeiteira, o saquinho e o bico de confeitar, antes que o buttercream virasse água.
No fim deu certo. O granulado e as estrelinhas deram uma força pra disfarçar a cobertura desmantelando e ,depois de gelada, ela acabou ficando durinha. 
Não ficou o cupcake mais lindo do mundo, mas uma coisa nós comprovamos: comida azul deixa a gente feliz de verdade!
xx

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